Dom Quixote de La Mancha

No primeiro ano, nós estudamos o Trovadorismo, literatura feita na época medieval. Dentro dessa Escola, o filão mais interessante e divertido para muitos são as Novelas de Cavalaria. Elas já influenciaram muitos filmes e romances modernos que nós assistimos ou lemos. Quem nunca assistiu a um filme ou a uma peça sobre o Rei Artur ou sobre a história de Tristão e Isolda?

Mas hoje eu quero falar um pouco sobre Dom Quixote.

Dom Quixote é um livro escrito pelo espanhol Miguel de Cervantes em 1605. Em 2002, o livro foi eleito, por um grupo de escritores e críticos de reconhecimento internacional, a melhor obra de ficção de todos os tempos!

“O protagonista da obra é Dom Quixote, um pequeno fidalgo castelhano que perdeu a razão pela leitura assídua dos romances de cavalaria e pretende imitar seus heróis prediletos. O romance narra as suas aventuras em companhia Sancho Pança, seu fiel amigo e companheiro, que tem um perfil mais realista. A ação gira em torno das três incursões da dupla por terras de La Mancha, de Aragão e de Catalunha. Nessas incursões, ele se envolve em uma série de aventuras, mas suas fantasias são sempre desmentidas pela dura realidade. O efeito é altamente humorístico.”

Dom Quixote quer ser um herói, quer lutar para defender ideais de nobreza, de paz e de justiça. Será que valores como esses prevalecem no mundo moderno? Será que Dom Quixote venceu as batalhas que enfrentou?

Vencendo ou não, os valores que Dom Quixote defendia são almejados por nós até hoje, e muitos ainda lutam para defendê-los, cada um ao seu modo. Por isso a obra de Miguel de Cervantes vem emocionando e influenciando pessoas ao longo dos séculos! E muitos artistas também foram influenciados por Dom Quixote e lhe renderam homenagens.

Na pintura:

Dom Quixote Atacando um Rebanho de Ovelhas - Cândido Portinari

Na literatura:

O DERROTADO INVENCÍVEL

-Gigantes!
(Moinhos
de vento…)
-Malina
mandinga,
traça
d’espavento
(Moinhos e moinhos
de vento…)
-Gigantes!
Seus braços
de aço
me quebram
a espinha
me tornam
farinha?
Mas brilha
divino
o santelmo
que rege
e ilumina
meu valimento.
Doído,
moído,
caído,
perdido,
curtido,
morrido,
eu sigo,
persigo
o lunar
intento:
pela justiça no mundo,
luto, iracundo.

Carlos Drummond de Andrade

Na música:

“Dom Quixote

Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger / Paulo Gauvão

Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
Peixe fora d\’água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
Na ponta dos cascos e fora do páreo
Puro sangue, puxando carroça

Um prazer cada vez mais raro
Aerodinâmica num tanque de guerra,
Vaidades que a terra um dia há de comer.
\”Ás\” de Espadas fora do baralho
Grandes negócios, pequeno empresário.

Muito prazer me chamam de otário
Por amor às causas perdidas.

Tudo bem, até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Tudo bem, seja o que for
Seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas

Tudo bem… Até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Muito prazer… Ao seu dispor
Se for por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas”

E você? Já foi chamado de otário por acreditar em um ideal? Já foi alvo de zombaria por fazer o certo quando muitos fazem o errado? Já defendeu uma causa perdida?

Eu percebi, agora, que preciso reler Dom Quixote! E vocês, lembrem-se:

Nos vemos no colégio!

Steller de Paula

1 comentário

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Uma resposta para “Dom Quixote de La Mancha

  1. LuanaAlmeida

    muito bom , me ajudou =)

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