FUNÇÕES DA LINGUAGEM

Olá, pessoas! Tudo bem?

O post de hoje é sobre um assunto em foco de uma das competência do ENEM, como Funções da linguagem. Para Introduzir o assunto vou usar as palavras do PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais – Já ouviram falar? Vamos ao assunto!

A linguagem vista Sido Tem como Ferramenta para propiciar uma Interação, Mais que uma mera comunicação.

“O domínio da língua tem estreita relação com Possibilidade de uma plena participação social, pois é por meio dela que o homem se comunica, tem acesso à informação, expressa e defende pontos de vista, partilha ou constrói visões de mundo, conhecimento produz.”

“A linguagem é uma forma de ação interindividual orientada por uma Finalidade específica; um processo de interlocução que se realiza nas práticas sociais existentes nos diferentes grupos de uma sociedade, nos distintos momentos da sua história. Dessa forma, se Produz linguagem tanto numa conversa de bar, entre amigos, quanto ao escrever uma lista de compras, ou ao redigir uma carta – diferentes práticas sociais das Quais se pode participar. Por outro lado, uma conversa de bar na época atual diferencia-se da que ocorria há um século, por exemplo, tanto em relação ao assunto quanto à forma de dizer, propriamente – características específicas do momento histórico. Além disso, uma conversa de bar entre economistas pode diferenciar-se daquela que Ocorre entre professores ou operários de uma construção, tanto em Função do registro e do conhecimento lingüístico quanto em relação ao assunto em pauta.

Produzir linguagem significa Produzir discursos. Significa dizer alguma coisa para alguém, de uma Determinada forma, num determinado contexto histórico. Isso significa que as escolhas feitas ao dizer, ao discurso um Produzir, não são aleatórias – ainda que POSSAM ser inconscientes -, mas Decorrentes Das condições em que esse discurso é realizado. Quer dizer: quando se interage verbalmente com alguém, o discurso se organiza a partir dos conhecimentos que se acredita que o interlocutor possua sobre o assunto, do que se supõe Serem suas opiniões e convicções, simpatias e antipatias, da relação de afinidade e do grau de familiaridade que se tem, DA POSIÇÃO social e hierárquica que se ocupa em uma relação e ele vice-versa. Isso tudo pode Determinar que as escolhas feitas Serão Com relação ao gênero não a seleção qual o discurso se realizará, de procedimentos de estruturação e, também, à seleção de recursos lingüísticos. É evidente que, num processo de interlocução, isso nem sempre Ocorre de forma deliberada ou de uma maneira antecipar-se ao discurso propriamente. Em geral, é durante o processo de produção que essas escolhas são feitas, nem sempre (e nem todas) de maneira consciente. ”

Perceberam quanta coisa está Envolvida em uma situação de uso da linguagem? Envolve o que se quer comunicar, para quem, contexto em que, com que intenção … muita coisa. Para entender um pouco melhor isso, Roman Jakobson, Lingüista russo, passou um considerav um conjunto de seis factores constitutivos de qualquer processo de comunicação e Lingüística fez corresponder um cada um desses factores uma Função distinta da linguagem.

 

Elementos da Comunicação Funções da Linguagem
contexto (referente) referencial
Emissor Emotiva
Mensagem poética
Receptor conativa
contacto (canal) Fática
Código metalingüística

 

a) Função referencial ou informativa. Neste tipo de discursos locutor emissor (o) centra a sua mensagem de forma predominante sobre o referente (objeto). Estes discursos são caracterizados pela objetividade, neutralidade e imparcialidade do emissor. Exemplo deste discurso são as notícias jornalísticas, como informações técnicas e científicas.

Ex:

 Receberá Brasil 18 milhões de doses de vacina contra a gripe suína até janeiro

da Agência Brasil

Até janeiro, 18 milhões de doses de vacina contra o vírus da gripe suína – influenza A (H1N1) – Devem chegar ao Brasil. Do total, um milhão já estará pronta para imunizar a população, conforme os Critérios adotados pelo Ministério da Saúde, e como 17 milhões restantes Serão Finalizadas pelos pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo.

b) Função expressiva ou emotiva. Nestes tipos de discursos o que predomina é a atitude do emissor / locutor Perante o objeto (o referente), produzindo uma Apreciação subjetiva. Trata-se de discursos marcados pela adjetivação e interjeições. A poesia lírica exemplificativa deste tipo de discurso.

Ex:

 “Eu não digo que eu tenha muito, mas tenho ainda a procura intensa e uma esperança violenta! Eu não choro! Se for preciso um dia eu grito! Eu estou em plena luta e muito mais perto do que se chama de Vitória Humana. EU já poderia ter você com meu corpo e minha alma. esperarei Sejam Que Nem anos corpo que você também tenha-alma para amar. Nós ainda somos moços, podemos perder algum tempo sem perder uma vida inteira! Mas olhe para todos ao seu redor e veja O que temos feito de nós: Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende por que não queremos passar por tolos. Temos Catedrais Construídos e ficado do lado de fora pois as Catedrais que nos mesmos construímos São Armadilhas. Temos Mantido em segredo a nossa morte para Tornar a nossa vida possível! Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro acima de tudo. Mas eu escapei disso com ferocidade e esperarei até você também estar mais pronto ”

 c)Funçãoconativa ou apelativa. Trata-se de um tipo de discurso onde o emissor / locutor procura influenciar, seduzir, convencer ou mandar nenhum receptor provocando nele uma dada reação. Dois exemplos deste tipo de discurso são a propaganda política ea publicidade.

d) Função Poética. O referente da mensagem é ela própria, como é o caso das obras de arte. Neste sentido, o emissor procura Tornar o discurso agradável e inovador. Estas mensagens-objetos são portadoras da sua própria significação.

VICENTE NERY – SEM CÉU, SEM CHÃO

Aqui trancado no meu quarto coração sangrando

Eu reavalio os estragos que você fez comigo

Com minha auto-estima baixa

Ligando e passando mensagem

Eu não me vejo com coragem

De amar outra vez

Eu sei que sou culpado em parte

Mas que vez toda Parte você

É como se a dor do infarto partisse Meu peito

Eu tento mudar mas não mudo

Em vez de iludir eu me iludo

Na vida tem jeito pra tudo e eu Não tomo jeito

Sem armas estou Matando o tempo

Para ver se vivo

O medo de Encontrar você eu escondo de mim

Caminho mas não tenho rumo

Até minha alma está perdida

Como é que eu Recomeço a vida que você deu FIM

Eu sei que sou culpado em parte (…)

As suas emoções de plástico mexeram comigo

Não posso sorrir como antes que a tristeza empata

Aéreo e de rosto apagado

Me sinto sem céu e sem chão

E a droga do meu coração

Se não morrer me mata

Eu sou seu culpado em parte …

Na vida tem jeito pra tudo e eu não tomo jeito ”

Apesar de muitos acharem brega, trabalho que perceberam legal ele faz com as palavras? Perceberam a preocupação com a mensagem da Construção?

f) Função Fática. Estes discursos ESTABELECER tem por Finalidade, prolongar ou interromper uma comunicação ou Verificar se o circuito funciona. Um exemplos, deste tipo de discurso: “Está? Está aí alguém?. Então não dizem nada ?…”.

Ex:

– Como vai, Maria?

– Vou bem. E você?

– Você vai bem, Maria?

– Já disse que sim!

– Eu também. Está tão bonita! ”

– Ah bem, eu que é …

– Ah, é.

(Dalton Trevisan)

g) Funções  metalingüísticas. Estes tipos de discursos têm por finalidade definir o sentido dos signos que podem ser compreendidos pelos receptor. No campo das artes, são exemplo deste tipo de discursos o que se escrevem sobre os diferentes estilos.

Ex:

crepúsculo
(latim crepusculum, -i )

s. m.

1. Claridade frouxa que precede a escuridão da noite. = anoitecer, arrebol, lusco-fusco, ocaso

2. Claridade frouxa que precede o clarão do dia. = alvorada, amanhecer, arrebol, lusco-fusco, madrugada

3. Fig. Período que antecede o fim de algo. = decadência, declínio, ocaso ≠ início, começo.

 Poética

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja
fora de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes
maneiras de agradar às mulheres, etc
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare

— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. 

 Manuel Bandeira

 Perceberam que esse poema fala sobre o fazer poético? É um metapoema, portanto!

 É preciso esclarecer que as seis funções não se excluem – dificilmente temos, em uma mensagem, apenas uma dessas funções. Entretanto, é engano pensar que todas estejam presentes simultaneamente. O que pode ocorrer é o domínio de uma das funções; assim, temos mensagens predominantemente referenciais, predominantemente expressivas, etc.

Post grande? Acho que ficou, mas é um assunto importante. Espero que tenha ficado claro! Qualquer dúvida é só perguntar no espaço para comentários.

Até!

Steller de Paula

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