Os Gêneros Literários

OS GÊNEROS LITERÁRIOS

 A primeira tentativa de organizar a produção literária de acordo com as características das obras foi feita por Aristóteles, na Antiguidade Clássica.

A divisão aristotélica de gêneros baseia-se em dois critérios: o conteúdo e a forma assumida pela narração. Quanto à forma, identificava como dramático o texto no qual não havia um narrador, apenas a atuação das personagens, e como épico o texto no qual o poeta narrador fala diretamente ou por meio de uma personagem.

Posteriormente, durante o Renascimento, a grande valorização da poesia lírica consolidou o estabelecendo de três categorias básicas ou gêneros literários:

 –          O ÉPICO

 –          O LÍRICO

 –          O DRAMÁTICO

Vocês lembram desses filmes?

O que o Frodo, do Senhor do Anéis, o Harry e o Neo, de Matrix, têm em comum? São heróis! Mas mais do que isso: são heróis que representam seu povo, sua cultura (Frodo representa os Hobbits, Harry representa os bruxos, Neo representa a raça humana) São heróis que representam o que há de melhor em cada povo, em cada cultura representada. Os três são predestinados. Não podem fugir à missão que lhes é confiada. Podem fracassar ou ter sucesso, mas nunca desistir.

Pois bem, essas característica que os três apresentam em comum são características herdadas dos heróis épicos!

* Gênero Épico

Conceitos  – Epopéia: composição literária de natureza narrativa, apresentando acontecimentos em que se misturam fatos reais, lendas e mitos, heróis e deuses, sob uma atmosfera do maravilhoso. 

Lendas: narrações fantasiosas de cunho popular. 

Mitos: relatos sob forma às vezes alegórica, referentes a uma ordem do mundo anterior a atual, nos quais se procura representar e explicar um fenômeno ou uma lei orgânica da natureza das coisas.

Etimologia Epopéia – epos (canto, narrativa) + poieo (fazer)

Elementos orgânicos 1 – ação: desenvolvimento do assunto. 2 – personagens: agentes/heróis da ação. 3 – maravilhoso: intervenção do sobrenatural, a vivência dos deuses, a explicação do inexplicável; pode ser pagão ou cristão.

  Estrutura

A epopéia clássica possui a seguinte estrutura:

Proposição: o poeta expõe o assunto que vai cantar.

Invocação: o poeta pede o auxílio das musas para a sua empreitada.

Dedicatória: o poeta dedica o poema.

Narração: desenvolvimento da ação. 

Epílogo: o poeta considera a ação exposta, tira as suas conclusões e as declara.

O poeta grego Homero escreveu duas Epopéias Clássicas: a Ilíada e a Odisseia. Ilíada tem como argumento a guerra travada entre gregos e troianos e tem como herói o semi-deus Aquiles:

  O herói épico

O herói da epopéia, a rigor, não constitui uma individualidade; mais se aproxima da personificação duma coletividade. O fundamento está no fato da epopéia ter tido sempre como objetivo um destino comunitário e não o de um indivíduo solitário. Ele goza inteira liberdade de ação no seu relacionamento com os demais personagens; mas subordina-se, tacitamente, à vontade dos deuses, em que pese sua condição de um ser poderoso, dotado de coragem e forças extraordinárias.

*   O GÊNERO LÍRICO

Na Grécia Antiga, as epopéias cumpriam a importante função de divulgar os ideais e valores que organizavam a vida na polis. Os poemas épicos, porém, não respondiam ao anseio humano de expressão individual e subjetiva.

A poesia lírica surge como uma forma de atender a esse anseio. Ela se define pela expressão de sentimentos e emoções pessoais. Uma outra marca característica de sua estrutura é o fato de dar voz a um sujeito lírico, diferente da narração impessoal própria da épica. No início, os poemas líricos eram cantados, geralmente acompanhados pela lira, instrumento musical de cordas. Foi do nome desse instrumento que se originou o nome do gênero.

  Formas da Lírica

Ode: os dois nomes vêm da Grécia e significam “canto”. Ode é a poesia entusiástica, de exaltação.

Elegia: é a poesia lírica em tom triste. Fala de acontecimentos tristes ou da morte de alguém. O “Cântico do calvário”, de Fagundes Varela, é, sem dúvida, a mais famosa elegia brasileira, inspirada na morte prematura de seu filho.

Idílio e Écloga: são poesias pastoris, bucólicas. A écloga difere do idílio por apresentar diálogo.

Soneto: a mais conhecida das formas líricas. Poema de 14 versos, organizados em duas estrofes de quatro versos (quartetos) e duas estrofes de três versos (tercetos).

Rima é a coincidência ou a semelhança de sons a partir da última vogal tônica no fim dos versos. 

 O metro é o número de sílabas métricas (poéticas) de um verso. A contagem dessas sílabas chama-se metrificação.

Quando contamos as sílabas de um verso, não devemos contar as que ocorrem após a última sílaba tônica do verso. A / mo/ -te / tan /to,/  meu/ a/ mor… não/ can/ te
O hu / ma / no / co / ra / ção / com /  mais / ver / da / de…

10 sílabas poéticas = decassílabo

*  O GÊNERO DRAMÁTICO

Aristóteles observava que o termo drama (do grego drân: agir) faz referência ao fato de, nesses textos, as pessoas serem representadas “em ação”. Ao identificar o drama como um dos gêneros literários, Aristóteles considerou uma característica importante desses textos: eram feitos para ser representados, dramatizados.

Textos dramáticos são aqueles em que a “voz narrativa” está entregue às personagens, que contam a história por meio de diálogos ou monólogos.

  A TRAGÉDIA CLÁSSICA

No início, a tragédia era uma encenação que apresentava ações humanas que simbolizavam a transgressão da ordem no contexto familiar ou social. O elemento trágico era a paixão (phatos), que levava os seres humanos a portarem-se de modo violento e irracional e, dessa forma, ignorarem as eis humana ou divinas que organizavam a vida. Os personagens eram nobres ou heróicas (deuses ou semi-deuses) e a encenação visava desencadear no público terror ou piedade. A “purificação” de sentimentos da platéia, provocada por essa experiência artística, recebeu o nome de “catarse”.

  O GÊNERO DRAMÁTICO NA IDADE MÉDIA

Devido à forte influência da religião católica, as peças de teatro medieval passaram a enfocar cenas bíblicas e episódios da vida de santos. Duas modalidades dramáticas tornaram-se bastante populares nesse período: o auto e a farça.

O auto é uma peça curta, em geral de cunho religioso. As personagens representavam conceitos abstratos, como a bondade, a virtude, a hipocrisia, o pecado, a gula, a luxúria. Isso fazia com que os autos tivessem um conteúdo fortemente simbólico e, muitas vezes, moralizante.

A farsa era também uma pequena peça, só que seu conteúdo envolvia situações ridículas ou grotescas. Tinha como objetivo a crítica aos costumes.

1 comentário

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Uma resposta para “Os Gêneros Literários

  1. Evily Menezes

    Nossa obg estava com muita dúvida nese assunto e vc me ajudou. Obg mesko! Que Deus te abençoe!

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