ROMANTISMO

Características gerais

– INDIVIDUALISMO e SUBJETIVISMO

A atitude romântica é pessoal e íntima. O mundo é visto através da personalidade do artista. A obra romântica é uma representação de uma realidade interior. A consciência de si passa a ser o princípio de qualquer conhecimento. Não há obediência à harmonia de formas. O disforme também pode ser bonito. A concepção de beleza é relativa.

– PRIMADO DO SENTIMENTO, EM DETRIMENTO DA RAZÃO

Exaltam-se os sentido, e tudo o que é provocado pelo impulso é permitido. Supervalorizam-se o amor, a virgindade, o sentimento nostálgico, a melancolia, o sonho.

– PESSIMISMO

A impossibilidade de realizar o sonho absoluto do “eu” gera a melancolia, a angústia, a busca da solidão, a inquietude, o desespero, a frustração que leva às vezes ao suicídio, refletindo a evasão na morte, solução definitiva para o mal-do-século.

– ESCAPISMO

É o desejo romântico de fugir da realidade que o oprime para um mundo idealizado.

– ILOGISMO

O romântico oscila entre pólos opostos de alegria e tristeza, entusiasmo e melancolia. Não há lógica no comportamento romântico.

– CULTO AO FANTÁSTICO, SENSO DE MISTÉRIO

O mundo romântico abre-se com facilidade para o mistério, para o sobrenatural. Representa com freqüência o sonho, a imaginação. O que acontece na obra é impossível de acontecer na realidade, pois é fruto de pura fantasia: não carece de fundamentação lógica.

– HISTORICISMO

Evasão no tempo, remetendo à idade Média, berço das nações européias (Medievalismo), ou evasão no espaço, para regiões selvagens, de povos não contaminados pela civilização.

– CULTO À NATUREZA

O escritor romântico é fascinado pela natureza. A natureza é um lugar de refúgio, puro, não contaminado pela sociedade, lugar de inspiração, de proteção.

– RELIGIOSIDADE

A fé comanda o espírito romântico.

O ROMANTISMO NO BRASIL

As gerações de poetas românticos

 

É muito diferente a poesia que despontou no início do Romantismo e aquela que surgiu no fim do período. Com base nas diferenças, podemos agrupar os poetas românticos em gerações, ou seja, grupos de autores que se assemelham e têm algo comum entre si.

– A Primeira Geração: Nacionalismo

Os primeiros poetas românticos foram marcados pelo predomínio do nacionalismo, do patriotismo e da ênfase que deram à natureza brasileira em suas poesias. Nesse contexto emergiu o indianismo. O índio era visto como representante de um passado histórico brasileiro, visto como lenda e mito, à moda dos cavaleiros medievais enxergados pelos europeus. O índio apareceu como formador do povo brasileiro e, como tal, foi idealizado: era visto sempre de ângulo positivo; a ele foram atribuídas características de herói, como aconteceu ns obras de Gonçalves Dias e Gonçalves de Magalhães.

Nesta primeira geração romântica, pode-se detectar também uma forte religiosidade, identificando o Romantismo com o Cristianismo, em oposição à tendência pagã dos neoclássicos.

– A Segunda Geração: Byronismo, amor e morte

 A segunda geração foi extremamente subjetivista, centrada na temática do amor e da morte, da dúvida e do tédio. O culto do “eu” estava presente em todos os poetas dessa geração, notado por exagerada autopiedade, depressão e masoquismo. Byronianos, tiveram na figura do poeta inglês Lord Byron uma espécie de ídolo: ele representava o poeta desgraçado, perseguido pela sociedade, condenado à solidão. Predominava a imagem do poeta incompreendido, em desespero e revoltado pelo simples fato de estar existindo. Uma outra marca do excesso dessa geração é o mal-do-século, espécie de estado de espírito que levava ao desejo da morte como único modo de o indivíduo libertar-se do “fardo de viver”.

– A Terceira Geração: Condoeiros, Abolicionistas

 A poesia político-social, muito marcada pelo “condor” francês Victor Hugo, predominou nesta geração, que prezava a palavra altissonante e libertária. Muito convictos de seu papel libertário, os poetas da terceira geração adotaram o condor como seu símbolo. O condor – ave que habita o alto da cordilheira dos Andes – representava o “alto vôo que a palavra pode alcançar em defesa da liberdade”. O fundo ideológico dos poetas condoreiros era o ideal abolicionista e o culto ao progresso. Fez-se uma poesia liberal, que renovava o tema amoroso, cultivava o erotismo sensual e denunciava a escravidão, abria-se contra o conservadorismo e o atraso moral do império, além de pregar contra as injustiças sociais.

Castro Alves – o poeta dos escravos – é o representante máximo da terceira geração romântica, seguido do poeta Sousândrade, cuja poesia ficou esquecida durante muito tempo, e de Tobias Barreto.

 

4 Comentários

Arquivado em Uncategorized

4 Respostas para “ROMANTISMO

  1. Tirza

    Love you, steller!

  2. NAYARA

    muuuuuiiiitttooooo util!!!!!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s